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sexta-feira, novembro 25, 2005

O salsixo solitário

Existe lá para os lados de Paris um salsixo triste que vive só. Não tem ninguém, nunca teve.
Vive assim o pobre salsixo à mais de vinte anos desde a morte da sua companheira de salsixada.
Era polícia e aborrecia-se todos os dias com detenções de salsixos bêbedos ou então drogados.
Já não aguentava a degradação da sociedade humana. Era tudo mau demais para ele.
Então numa noite triste e fria de Paris , o nosso pobre salsixo subiu para uma ponte do rio Sena e tentou o suicídio.
Estava decidido, ia matar-se.
“Menos um salsixo no mundo não vai fazer diferença, na verdade até estou a contribuir para um mundo melhor”- pensou ele.
Pensativo , sozinho, cheio de frio , o nosso salsixo tentava perseguir as réstias de força que detinha algures dentro de si e sabia que assim que as alcançasse poderia finalmente cumprir o seu destino.
Quando finalmente a força chegou lembrou-se que afinal tinha que fazer a ronda essa noite.
“Só mais uma ronda”- pensou o salsixo “Será a ultima da minha existência, depois, antes do dia raiar, tudo estará acabado e poderei seguir para o caminho eterno”.
Assim decidiu, rondou as melhores ruas de Paris e finalmente resolveu ir rondar as piores também.
Chegou a um bairro pobre, cheio de emigrantes ilegais e drogados, prostitutas e traficantes.
Curiosamente ficou feliz, pensou que mais umas horas e poderia deixar estas existências miseráveis com as quais tinha que lidar todo o dia sem recompensa da vida.
Porém a sorte tem dessas coisas, pode ser brincadeira do universo ou não, contudo naquela noite o salsixo encontrou uma prostituta novinha e pensou em experimentar pela última vez a arte do prazer.
Explicou à rapariga todos os seus planos, contou-lhe toda a sua vida e pediu-lhe que por ir morrer essa noite, se ela não podia fazer um desconto e não lhe levar mais do que os trocos que ele tinha na carteira.
A rapariga era nova nas andanças, ainda não tinha muitos clientes na vida, cinco se tanto.
Tinha chegado de uma viagem horrível e inesquecível da África sub-sariana para França, sempre ilegal, sempre com medo de ser apanhada.
Cedeu, afinal de contas aquele salsixo era mais que um cliente simpático, era um ser humano triste com a visão mais penosa da sua existência que alguma vez poderia obter.
Ela foi carinhosa, a sua conxa sagrada foi o refúgio do salsixo por algumas horas.
Havia anos que ele não dormia com alguém e sentiu-se afortunado por ter encontrado uma rapariga boa que compreendia as suas razões.
Antes de se ir embora pensou em dar-lhe o seu relógio, não tinha grande valor mas sempre dava para vender, depois quis dar-lhe a sua roupa, sempre eram mais uns euros.
Ela nem quis acreditar quando o salsixo saiu nu para a rua . Lá fora o sol começava a nascer, um dia novo nascia embalado pelos restos de noite.
Sem sentir frio o salsixo subiu para cima da ponte, deu um grito forte de liberdade e…voltou para traz para ir pedir a rapariga em casamento.

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Comments:
se o vires o pobre salsixo manda-lhe cumprimentos da irmandade
 
Gostei bastante deste relato k aki deixas te.
É bom puder pensar k o Amor e a Compreensão podem ser encontrados nos locais mais inesperados e mais obscuros....deste me esperança...**
 
é sempre bom dar esperança ao mundo
 
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